Clima

Vamos aprender sobre clima?

Primeira coisa que devemos saber sobre o conteúdo de clima é diferenciar o conceito de clima e tempo. Eu sei que você já sabe… Mas vamos relembrar rapidinho! Como está a atmosfera nesse exato momento? Dá uma olha aí pro céu. Isso é o tempo, então, tempo é o estado momentâneo da atmosfera. Já o clima vai ser o conjunto de ‘tempos’ em um período (analisamos de 30 em 30 anos).

Mas, Maíra, como que a gente consegue então definir um clima? Bom, o clima é definido por um conjunto de fatores e elementos que combinados formam um clima específico. Os fatores climáticos vão ser aqueles fixos, de acordo com a localização, fazendo uma analogia é como se eles fossem nossas características permanentes, por exemplo, ser alguém determinado, alegre, divertido. Já os elementos climáticos  são mais voláteis e seriam nosso humor em um dia específico, por exemplo, por mais que você seja uma pessoa alegre e divertida, tem dias que estamos mais pra baixo né, oscilamos, e os elementos climáticos oscilam também.

Tudo tranquilo até agora, né?

São sete os principais fatores climáticos: latitude, altitude, continentalidade, maritimidade, correntes marinhas, relevo e vegetação. E são três os elementos: temperatura, umidade e pressão atmosférica.

A latitude influencia o clima devido a Terra ter um eixo de inclinação, assim, a radiação solar chega com intensidades diferentes ao longo do globo e por isso temos esta distribuição climática:

Outro fator que influencia o clima é a altitude: conforme mais alto fica, mais rarefeito torna-se o ar e menos biodiversidade encontramos. Dê uma olhada também nessa outra foto:

Exemplo de como a altitude influência o clima

Já a continentalidade e a maritimidade atuam em lugares opostos. Regiões próximas ao mar estão sob o efeito da maritimidade, mas vamos entender o porquê. Um lugar próximo do mar está próximo de uma grande massa hídrica, que é o oceano, certo? E a água, isso eu sei que vocês sabem lá da física, tem um calor específico mais alto, então ela demora mais a ganhar e perder calor, e é por isso que os locais litorâneos têm uma menor variação térmica ao longo do dia, ou seja, uma menor amplitude térmica, pois a grande massa hídrica influencia no clima.

Enquanto isso, em lugares mais afastados do mar, que estão mais para dentro do continente, estão sob o efeito da continentalidade. A terra, o solo, tem um calor específico menor, então ganha e perde calor mais rápido. Assim, a variação térmica para dentro do continente vai ser maior. Observem esse esqueminha aqui:

Diferenças entre a temperatura de Verão e a temperatura de Inverno

Desse modo, as correntes marinhas também vão influenciar o clima. A gente, agora, vai entender como.

Primeiro, as correntes que se formam nos polos vão ser correntes frias e as que se formam próximas ao equador são quentes. Vejam esse mapa das correntes:

Climas e correntes marítimas

E como elas influenciam? Bom, as correntes quentes amenizam temperaturas mais frias, exemplo é a Corrente do Golfo, que vai em direção ao litoral europeu, sobretudo, na península ibérica (onde está Portugal e Espanha) e ela faz com que o inverno europeu ali no litoral, seja um pouco menos frio do que o de Nova Iorque, por exemplo, que está na mesma latitude. E as correntes frias tornam favorecem a massa de ar ser mais seca.

Outro fator que condiciona o clima é o relevo, pois onde temos uma barreira orográfica é dificultado a circulação dos ventos. Este caso, é um dos motivos de termos o semiárido no nordeste, pois o Planalto da Borborema faz uma barreira na umidade vinda do mar.

Representação do Planalto da Borborema e chuvas orográficas

E, por fim, o último fator, a vegetação. A cobertura vegetal também tem a capacidade de influenciar o clima. Sabemos que o clima é quem condiciona a vegetação, mas a vegetação também influencia o clima, por exemplo, quando desmatam uma grande área, a tendência é que a temperatura média aumente.

Em relação aos elementos, temos primeiro a temperatura, que está relacionada a irradiação solar e a distribuição da intensidade da mesma ao longo do globo e como ela varia com as estações também.

A pressão – também um elemento do clima – está associada, principalmente, ao deslocamento de ar. Pois os ventos se deslocam da alta pressão para baixa.

Já a umidade está relacionada a quantidade de vapor d’água que há na atmosfera em um determinado momento e lugar. Assim, temos, então, a umidade relativa do ar. Quando atinge seu ponto de saturação, ou seja, quando a atmosfera não consegue manter suspensa todo aquele vapor d’água, ela se precipita em forma de chuva.

Tipos de Chuvas

Nós temos três tipos de chuvas importantes para vocês fazerem o ENEM. A chuva convectiva é a clássica chuva de verão, em que durante o dia fica muito calor, bem abafado, com uma alta taxa de evaporação que faz a gente suar muito, por estar com a umidade relativa alto. No final do dia, toda esse vapor é precipitado em forma de chuva, numa pancada. Na região norte do país esse tipo de chuva é frequente diariamente. Alô, galera do Norte, é real ou não?!

Outro tipo de chuva que existe é a chuva orográfica, que ocorre devido uma barreira orográfica. Já falamos um pouco sobre a influência do relevo, agora vamos entender como influencia na chuva. Então, o relevo forma uma barreia que impede a passagem da umidade, por isso, a mesma acumula de um “lado” desse relevo, por não conseguir transpor a barreira, chamamos esse “lado” de barlavento. Quando a umidade satura, chove, e aí o ar fica mais leve, conseguindo, por fim, ascender na atmosfera e passar o relevo, mas ele passa seco para o “lado” que solta o vento, chamamos esse “lado” de sotavento.

Por último, temos as chuvas frontais. Essas chuvas ocorrem devido ao encontro de duas massas de ar com características diferentes. Por exemplo, há uma camada de ar quente pairando agora sob o lugar que você está e anunciam no jornal que vai entrar uma frente fria, isso quer dizer que vai chegar uma massa de ar diferente, fria. Quando a massa quente e a fria se chocam, o encontro delas provoca instabilidade na atmosfera e chuvas frontais.

Tipos de Ventos

O principal vento da circulação geral da atmosfera é o alísio. Os alísios se formam nos trópicos (câncer e capricórnio) e vão em direção ao equador. Eles vêm carregando umidade em direção a nossa Zona de Convergência Intertropical (que é nosso equador térmico) e, dessa forma, temos muita ocorrência de chuva ao longo do equador, por isso, de novo, na região norte chove muito.

Após a descarga da umidade, os alísios se transformam em contra-alísios, e estes ventos serão, então, secos. Os contra-alísios ascendem na atmosfera e voltam em direção aos dois trópicos. Por eles chegarem secos nos trópicos, temos a maioria dos desertos sob os trópicos.

Dessa forma, ao longo do equador, há uma zona de baixa pressão e, próximo aos trópicos, uma zona de alta pressão.

O segundo tipo de ventos que temos são brisas. A dinâmica delas tem a ver com aquilo que falamos sobre calor específico d’água. No iniciozinho do dia, a terra, que perde calor rápido, já resfriou e se encontra, então, mais fria do que a água do mar. E sabemos, lá da física e da química, que o ar frio é mais denso, mais pesado, então ele forma uma área de alta pressão. Enquanto isso, a água do mar forma uma área de baixa pressão em relação à terra firme. Dessa forma, a brisa noturna se desloca do continente para o oceano (por esse motivo os pescadores saem ainda de madrugada para pescarem, pois a brisa ajuda a empurrar o barco para alto mar).

Por último, as chamadas monções figuram como nosso terceiro tipo de vento. Elas acontecem na Ásia e o Índico. E por que não acontece em outro lugar? O único lugar no globo que tem um hemisférico com uma grande massa hídrica e o outro hemisfério com massa continental é na porção da Ásia e do Índico. Então, é essa diferença que vai provocar um tipo especial de vento.

Vamos entender melhor! Quando é verão no hemisfério norte (na Ásia) é formado um centro de baixa pressão no continente, enquanto no sul é inverno, e há um centro de alto pressão. Assim, como os ventos se deslocam da alta pra baixa… As monções de verão então vão se originar no oceano, com muito umidade e vão se deslocam para o continente, chovendo bastante no sul e sudeste asiático.

Já quando é inverno, o centro de alta pressão esta no continente e o de baixa no oceano. Por isso, as monções de inverno se deslocam do continente para o oceano, mas sem carregar tanta umidade, pois ela é formada no continente. Olha esse esquema pra observarem o que acabamos de falar:

Monção de Inverno e Monção de Verão

E uma última dica. Dentro deste assunto, você pode se divertir um site pelo qual a gente consegue ver todos os fenômenos que estão acontecendo na atmosfera. Segue o link.  https://www.windy.com/?-22.875,-43.278,5

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