O que mudou no ENEM 2018

O ENEM passou por mudanças e nós vamos explicar tudo!

Se você ainda não sabe o que mudou no ENEM 2018, fique ligado. Este ano, a responsável pela capacitação dos corretores passou a ser a Fundação Getúlio Vargas. Trata-se de uma das bancas que já compunha o atual consórcio com a Vunesp, grupo contratado pelo Inep – atual responsável pela realização do ENEM. Socorro!

Em 2016, o responsável pelo realização do ENEM era o CEBRASPE – Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos. Por anos, os alunos estudaram pelas provas anteriores e puderam confiar nos modelos anteriores para enfrentar os exames seguintes. Em 2017, com a contratação do atual grupo – Vunesp, FGV e Cesgranrio – para aplicação e correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) instaurou-se um período de insegurança bastante acirrado entre os estudantes. Como se preparar para uma prova inédita, já que as novas questões seriam elaboradas por uma nova organizadora e a redações seriam corrigidas a partir de uma nova leitura dos critérios do Inep?

Na época, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) explicou, em nota, que o trabalho das fundações seria apenas de aplicação e correção do Enem e que as questões continuariam a ser elaboradas pela autarquia do governo federal. Entretanto, várias áreas de conhecimento sentiram mudanças na forma de a prova cobrar os conteúdos. Antes, a maioria das questões era longa e trazia uma pequena explicação antes da pergunta (contextualização), depois passaram a ser mais curtas e objetivas, em sua maioria.

Sobre a prova escrita, poucos foram os candidatos que conseguiram tirar nota 1000 na redação com a nova banca. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), apenas 53 alunos conseguiram a sonhada nota mil na redação do ENEM de 2017, num universo de 4,72 milhões. O número parece assustador, mas se considerarmos que na edição anterior houve 77 notas máximas dentro de uma quantidade muito maior de candidatos, não representa uma crise de produção textual. É mais do mesmo. Era ruim e agora não está péssimo.

Parece que os candidatos aprovaram as mudanças nos modelos de pergunta e já se empolgaram para usar as redações nota 1000 de 2017 como modelo. Então, eis que surge a temida notícia: mudou de novo. A Vunesp abriu mão da correção da prova dissertativa. Quem assumiu o destino da sua vida, ou melhor, a correção da sua redação foi a FGV.

Com a saída da certificação pelo ENEM em 2017, a tendência é surgirem questões cada vez mais pontuais e objetivas na múltipla escolha. Atualmente o Encceja é o responsável pela prova de certificação, que acontece em outra data.

Portanto, O que mudou no ENEM 2018 em redação?

Em relação à correção da redação, os critérios não mudaram, mas a forma de interpretar esses critérios pode assustar os candidatos desavisados.

COMPETÊNCIA I

DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA DA LÍNGUA ESCRITA.

Na época do Cebraspe, essa competência só tratava de erros gramaticais. Atualmente, avalia se a organização sintática dentro dos parágrafos é competente. Frases inadequadas, com divisão ilógica configuram um problema nesse critério.

COMPETÊNCIA II

COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO E APLICAR CONCEITOS DAS VÁRIAS ÁREAS DE CONHECIMENTO PARA DESENVOLVER O TEMA, DENTRO DOS LIMITES ESTRUTURAIS DO TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.

Verifica se o texto é dissertativo e se o tema foi abordado. Sobre o domínio de outras áreas, houve uma época em que o simples uso de uma citação garantia a valorização do candidato nesta competência. Atualmente o uso do domínio não pode mais ser “carteado” ou “superficial”. As informações empregadas precisam ter uma fonte relevante e estar relacionada a uma das expressões que compõem o tema. Ou seja, a citação da tia, a citação do filósofo que não tem nada a ver com treta da redação não valem muita coisa.

COMPETÊNCIA III

SELECIONAR, RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES, FATOS, OPINIÕES E ARGUMENTOS EM DEFESA DE UM PONTO DE VISTA

O critério avalia basicamente se seu texto traz uma previsibilidade de escrita. Ou seja, quer saber se em cada parágrafo você escreve o que lhe vem à cabeça sobre o tema, ou se você está tentando comprovar elementos explicitados na sua introdução.

COMPETÊNCIA IV

DEMONSTRAR CONHECIMENTO DOS MECANISMOS LINGUÍSTICOS NECESSÁRIOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO

Não repita palavras. Use conectivos para mudar de um parágrafo para o outro e para amarrar as frases dentro do parágrafo.

COMPETÊNCIA V

ELABORAR PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA ABORDADO, MOSTRANDO RESPEITO AOS VALORES HUMANOS E CONSIDERANDO A DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL

Esqueça aquela história de duas propostas ou de dois agentes. Isso já saiu de moda há várias estações. Faça uma proposta dentro do tema e que apresente agente social, ação, maneira ou recurso de realização desta ação e finalidade da medida. É importante especificar um desses elementos, aprofundando-se nas informações relevantes a ele.

Tudo sobre a cartilha de redação do ENEM 2018

O que mudou no ENEM 2018 em humanas?

A expectativa é de perguntas mais específicas que exigem do candidato mais conhecimento prévio do que a simples interpretação de textos verbais e não verbais.

O que mudou no ENEM 2018 em exatas?

Tradicionalmente, o raciocínio lógico e a leitura de gráficos ou imagens sempre salvou muitos alunos com dificuldade na área. A expectativa de questões mais pontuais, direcionadas à aplicação de fórmulas e conteúdos específicos devem marcar mais presença no exame.

O que mudou no ENEM 2018 em Biológicas?

Se você se lembra daquelas questões longas que revisam o conteúdo antes de fazer a pergunta, saiba que elas estão entrando em extinção. Os conceitos teóricos devem aparecer aplicados em situações cotidianas, mas a pergunta chega de forma mais direta.

Agora que você já está por dentro do que mudou no ENEM 2018, mão à obra! Hora de praticar.

Mais coisas para estudar para o ENEM