Tipos de sujeito

Precisa de ajuda para identificar e classificar os tipos de sujeito de uma oração?

Como achar o sujeito em uma frase?

Antes de aprendermos a identificar os tipos de sujeito, é preciso aprender a encontrá-los dentro do período. Isso porque esse termo sintático pode aparecer no início (lugar mais comum), no meio ou ainda no final da oração.

Então como fazer para conseguir identificar esse termo? É fácil! Geralmente, basta que você destaque o verbo da oração e faça as perguntas “O quê?” ou “Quem?” + verbo. A resposta que você encontrar para essa pergunta costuma ser o sujeito da oração. Saca só como é fácil:

Ex. 1: “Você nunca mais vai trabalhar nesta cidade”. (EEAR, 2018)

Qual o sujeito do verbo TRABALHAR? Basta perguntarmos: “Quem nunca mais vai trabalhar nessa cidade:” A resposta a essa pergunta é: “Você”. Logo, o sujeito do verbo TRABALHAR é “você” tudo o que sobra na oração é predicado: “nunca mais vai trabalhar nessa cidade:”.

Ex. 2: “Chama atenção das pessoas atentas, cada vez mais, o quanto se forjam nos meios de comunicação modelos de comportamento ao sabor de modismos lançados pelas celebridades do momento.” (EXPCEX, 2013)

Qual o sujeito do verbo FORJAR? Basta perguntarmos “O que se forja nos meios de comunicação?” A resposta a essa pergunta é : “modelos de comportamento”. Logo, o sujeito do verbo FORJAR é “modelos de comportamento” e tudo o que sobra na oração é predicado: “o quanto se forjam nos meios de comunicação”.

Ex. 3: Ocorrem muitos acidentes nas Avenidas Federais.

Qual o sujeito do verbo OCORRER? Basta perguntarmos: “O que ocorre nas Avenidas Federais?” A resposta a essa pergunta é : “muitos acidentes”. Logo, o sujeito do verbo OCORRER é “muitos acidentes” e tudo o que sobra na oração é predicado: “ocorrem nas Avenidas Federais”.

E se liga em mais um detalhe: depois que você encontra o sujeito, tudo o que sobra na oração faz parte do predicado, inclusive o próprio verbo. E, se o sujeito não estiver expresso, escrito na oração, a frase toda será predicado. Lembrar disso vai te ajudar a classificar os tipos de predicado, quando você avançar mais um pouquinho nos estudos.

Pronto! Agora que você já aprendeu a destacar os sujeitos, vamos ver como podemos classificar os tipos de sujeito? Bora lá!

Quantos e quais são os tipos de sujeito possíveis?

Os sujeitos de uma oração se dividem em cinco tipos diferentes, que são classificados dependendo das informações que eles acrescentam à oração. Olha só como é fácil:

  1. Sujeito simples: o sujeito será classificado como simples quando ele apresentar um único núcleo, ou seja, falar de uma única coisa ou de um único grupo de coisas.

Ex.: “A organização dos concursos fez com que os urubus se sentissem importantes.”

Na frase: A organização dos concursos fez com que os urubus se sentissem importantes. O núcleo do sujeito de fez é:

A) urubus
B) concursos
C) dos concursos
D) organização
E) Nenhuma das respostas anteriores

Qual é o sujeito do verbo FAZER? Basta perguntarmos “Quem fez com que os urubus se sentissem importantes?” A resposta é “a organização dos concursos”. Como o núcleo desse sujeito é “organização”, o sujeito é simples.

  1. Sujeito composto: já o sujeito será classificado como composto quando apresentar dois ou mais núcleos, ou seja, falar de dois ou mais grupos de coisas.

Ex.: “Naus e navegação têm sido uma das mais poderosas imagens na mente dos poetas” (EFOMM, 2017)

Todas as opções apresentam sujeito inexistente, EXCETO:

A) E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca.
B) Ou então vamos jogar bola-preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira.
C) Agora devem ser três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você gosta de fruta-pão assada com manteiga?
D) Mas não consigo imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras…
E) Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande!

O sujeito dessa oração é “Naus e navegação”. Como esse sujeito se refere a duas coisas diferentes, apresenta dois núcleos, ele é um exemplo de sujeito composto.

  1. Sujeito oculto ou elíptico ou desinencial: tanto nome diferente para um sujeito que nem aparece escrito na frase. Ora, mas se esse sujeito não aparece escrito, como a gente consegue identificá-lo? É fácil. Basta olhar para a conjugação do verbo. É justamente a terminação verbal que vai denunciar qual é o sujeito.

“Exercia influência somente em pessoas menos atentas”. (EEAR, 2012)

Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do sujeito na frase.
a) Desconfiaram da idoneidade daquela empresa. (sujeito oculto)
b) Grandes contradições econômicas atingem nosso país. (sujeito composto)
c) Exercia influência somente em pessoas menos atentas. (sujeito indeterminado)
d) No mundo, existem várias organizações preocupadas com a preservação do meio ambiente. (sujeito simples)

Quem exercia influência sobre as pessoas desatentas? O sujeito ELE não está escrito na frase, mas pode ser recuperado pela terminação verbal. Logo, o sujeito da frase é oculto.

Mas se liga no seguinte: o sujeito só será classificado como oculto quando o verbo estiver conjugado em uma das cinco primeiras pessoas verbais (eu, tu, ele, nós e vós) e ele não puder ser recuperado pelo contexto, não estar expresso em outra parte do texto. Quando o verbo estiver conjugado na terceira pessoa do plural (eles), teremos outro tipo de sujeito. Olha só a diferença…

  1. Sujeito indeterminado: esse tipo de sujeito pode vir representado de duas diferentes maneiras. A primeira delas é bastante parecida com o sujeito oculto, porque o sujeito pode ser recuperado pela terminação do verbo, que deve estar conjugado na terceira pessoa do plural (eles). A diferença entre essa forma do sujeito indeterminado e o sujeito oculto se deve à diferença de significado. Mais ou menos assim: você usa o sujeito oculto quando fica com preguiça de escrever o sujeito, porque ele pode ser identificado com facilidade pela terminação do verbo. Já o sujeito indeterminado é usado quando você não sabe quem praticou a ação ou não quer identificar o autor. A diferença entre os dois é semântica (de significado, de intenção), apesar de a estrutura ser bem parecida. Moleza, NÉ?

Ex.: “Aniquilaram as fontes de resistência na zona de conflito no país. “(EEAR, 2018)

Todas as opções apresentam sujeito inexistente, EXCETO:
A) E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca.
B) Ou então vamos jogar bola-preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira.
C) Agora devem ser três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você gosta de fruta-pão assada com manteiga?
D) Mas não consigo imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras…
E) Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande!

Nesse exemplo não é possível saber quem foi o agente responsável pela aniquilação das fontes de resistência. O verbo está na terceira pessoa do plural e por isso o sujeito é classificado como indeterminado. Se a frase fosse: “Aniquilamos as fontes de resistência na zona de conflito do país”, o sujeito da frase seria oculto (nós), porque pode ser recuperado pela conjugação do verbo.

Já a outra maneira representar o sujeito oculto usa a partícula –SE, que recebe o nome de índice de indeterminação do sujeito. Essa partícula aparece bem pertinho do verbo, que precisa estar sempre conjugado na terceira pessoa do singular (ele) e que não aceita plural de jeito nenhum. Pra isso, o verbo da oração que você está analisando pode ser qualquer um, menos verbo transitivo direto. Se você não lembra o que é isso, dá uma olhadinha em transitividade verbal. Vai entender rapidinho e verá que é bem tranquilo perceber a diferença.

Ex.: “Trata-se de casos emblemáticos”. (EEAR, 2018)

Todas as opções apresentam sujeito inexistente, EXCETO:
A) E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca.
B) Ou então vamos jogar bola-preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira.
C) Agora devem ser três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você gosta de fruta-pão assada com manteiga?
D) Mas não consigo imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras…
E) Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande!

  1. Sujeito inexistente: o sujeito inexistente vai aparecer em orações que se referem a situações que acontecem simplesmente, situações que não dependem da ação de ninguém para acontecer. Daí, a gente pode encontrar o sujeito inexistente nesses casos:
  2. Data e hora: Quando a oração informa a data ou a hora, o sujeito é inexistente. Mas tem um detalhe: essas duas situações são as únicas nas quais o verbo pode ser usado no plural, apesar de o sujeito ser inexistente. Isso vai acontecer quando o numeral usado na frase for diferente de um.

Ex.: Hoje é dia primeiro de outubro. / Hoje são treze de outubro.

Agora é uma hora da tarde. / Agora são três horas da tarde.

  1. Fenômenos da natureza: Quando o verbo se referir a uma fenômeno da natureza, não há um agente para essa ação. Logo, o sujeito da oração é inexistente.

Ex.: Durante a tempestade choveu mais do que o previsto.

O sujeito do verbo CHOVER é inexistente, pois ele se refere a um fenômeno da natureza.

Mas, se o verbo estiver sendo usado no sentido figurado, a classificação muda. Lembra daquele filme “’Tá chovendo hambúrguer”? O verbo CHOVER não está sendo usado no seu sentido literal. Por isso, ele tem sujeito escrito: “hambúrguer”, que é um exemplo de sujeito simples. Maneiro, né?

III. Verbo FAZER: Quando o verbo FAZER se referir a um período de tempo no passado, ele será impessoal, ou seja, não aceita plural e apresenta sujeito inexistente. Essa impessoalidade vai acontecer em uma estrutura bem específica:

EX.: Faz muito tempo que não vemos tanta mobilização social.

Verbo FAZER + período de tempo + que + (…) Sempre que essa estrutura frasal se repetir, o sujeito do verbo FAZER é inexistente.

  1. Verbo HAVER: Quando o verbo HAVER tiver o mesmo sentido do verbo EXISTIR, o verbo “haver” será impessoal. E o que isso quer dizer? Quer dizer que esse verbo fica impessoal, ou seja, não aceita plural e apresenta sujeito inexistente. Já o verbo “existir” apresenta sujeito expresso posposto, ou seja, o sujeito aparece depois do verbo e pode ser simples ou composto, dependendo do caso.

Ex.: “Há livros que dão vontade de morar dentro deles.”

Considere as seguintes ocorrências do verbo haver e as afirmações que são feitas a seguir:
1. Há uma gama de conhecimentos (l.11).
2. Por isso, há leituras que quando terminam deixam saudade! (l. 21 e 22).
3. Há livros que dão vontade de morar dentro deles (l. 22).

I. Em todas as ocorrências, a substituição pelo verbo existir exige flexão no plural.
II. Nas três situações, o verbo haver é impessoal.
III. Em 1, a substituição do verbo haver pelo existir NÃO implica flexão de número.

Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas I e II.
D) Apenas II e III.
E) I, II e III.

O verbo HAVER pode ser substituído pelo verbo EXISTIR, sem que haja alteração no significado da frase. Por isso, o sujeito do verbo HAVER é inexistente. Já o sujeito do verbo EXISTIR é “livros”.

Maravilha, agora que você já está por dentro de tudo sobre sujeito, o ideal é baixar o maior número possível de questões da sua banca para resolvê-las e fixar o que acabou de aprender aqui. Portanto, mãos à obra e até a próxima!

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