Guerra Fria

E aí, pessoal! Mais um assunto aqui pra você ficar ligado na prova do ENEM. E hoje vamos falar sobre Guerra Fria!

Pra entendermos como começa a Guerra Fria precisamos dá uma olhada no que ocorreu antes. Em 1945 termina a Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos Aliados, e nesse mesmo ano é realizada a Conferência de Yalta. Dá uma olhada nessa foto da Conferência:

Churchill, Roosevelt e Stalin decidiram as fronteiras pós-guerra na Conferência de Yalta

 

Nesta foto temos na esquerda Winston Churchill, então primeiro ministro do Reino Unido, com uma aparência mais velha, mais cansada (fica aqui a dica: The Crown, do Netflix, retrata bem este período e como o Churchill já se encontra com menos força no governo). Ao centro, Franklin D. Roosevelt, presidente dos EUA e na direita, Josef Stalin, da URSS. Churchill é a própria imagem do Reino Unido à época, de um Estado que por muito temo foi o centro do mundo, que comandou a política e economia internacional, mas que agora se encontra debilitado, enquanto isso, Roosevelt e Stalin representam as duas novas potências mundiais a surgir.

Assim, inicia-se a Guerra Fria, com os EUA, representando o lado capitalista e a URSS, o lado socialista, disputando áreas de influência no mundo. Embora chamamos esse período pós Segunda Guerra de Guerra Fria, não houve conflito direto entre as duas potências (EUA x URSS), mas sim nas suas áreas de influência.

Guerra Fria: O mundo bipolarizado

O período de Guerra Fria vai ser marcado por duas corridas entre as potências, a corrida armamentista e a aeroespacial. Como estávamos em época de guerra ambos se armavam para um possível conflito, esse arsenal bélico vai contar com armas nucleares, motivo esse que vai gerar um período de tensão do início ao fim da Guerra Fria.

Como dito, URSS e EUA não chegam a se enfrentar diretamente. Mas há três conflitos marcantes em suas áreas de influência:

Guerra das Coreias (1950-1953)

A Coreia, até então um único país, foi palco da disputa por área de influência entre o capitalismo e o socialismo. A guerra promove a divisão do país em Coreia do Norte (socialista) e Coreia do Sul (capitalista). Essa divisão permanece até os dias atuais.

Guerra do Vietnã (1954-1973)

A Guerra do Vietnã em seu decorrer também vai provocar a separação do país, entre Vietnã do Norte e Vietnã do sul, semelhante as Coreias. Contudo, o Vietnã, apoiado pela URSS sai como vencedor do conflito.

Esta é a primeira guerra a ser televisionada nos EUA, tal fato gerou um choque muito grande na população norte americana, pois milhares de jovens eram enviados para o Vietnã e não voltavam. Dessa forma, diversos movimentos contra a Guerra do Vietnã vão aflorar nos Estados Unidos.

Dicas de filmes sobre esse contexto: Hair e Across the Universe.

Um aspecto importante do movimento dos hippies foi o protesto contra a guerra.

Guerra do Afeganistão (1979-1988)

Assim como as outras, a Guerra do Afeganistão também vai representar a disputa por áreas de influência. Nela, os Estados Unidos apoiam o Afeganistão contra o soviéticos.

Além dos conflitos, para reafirmar seus status de potência política e econômica, os dois vão investir significativamente na indústria aeroespacial. Desse modo, a URSS vai enviar o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, mas vão ser os EUA que vão mandar o primeiro homem à lua, Neil Armstrong.

Para embasar suas influências em outros territórios, sobretudo, na Europa, que se encontrava devastada física e economicamente no cenário pós-guerra, os EUA vão lançar o Plano Marshall, um plano econômico, que ajudava financeiramente os países do bloco capitalista. Em resposta, a União Soviética cria o COMECON, sendo também um apoio econômico, mas aos países do bloco socialista.

Quanto aos aspectos políticos, surgem alianças militares e após a divisão de Berlim, a OTAN é criada para conter os avanços do socialismo. Em contrapartida, a URSS cria o Pacto de Varsóvia, com objetivo de conter o capitalismo.

Embora a ordem mundial fosse dividida entre o lado capitalista e o lado socialista, haviam países que não queriam se alinhar a um bloco. Assim, foi realizada a Conferência de Bandung, em que alguns países se declararam não alinhados nem ao primeiro mundo (capitalista), nem ao segundo mundo (socialista), mas seriam um terceiro mundo, dos não alinhados.

Fim da Guerra Fria

Com os altos investimentos na corrida armamentista e aeroespacial, juntamente do apoio econômico à outros países e da formação da aliança militar, a URSS, assim como os EUA, vinha tendo altos gastos. Contudo, os soviéticos apresentavam uma defasagem tecnológica em relação ao bloco capitalista, para além disso, conflitos regionalistas, questionando o governo da URSS começaram a surgir e, principalmente, a questionarem os nomenklaturas (elite do partido soviético), pois se estavam num regime socialista não deveriam existir classes, como havia a diferença da população para os nomenklaturas.

Já com dificuldade de manter as áreas de influência, a queda do muro de Berlim em 1989, representa o início do fim do domínio soviético.

A junção desses fatores levou ao desmantelamento da União Soviética. Assim, foi criado o plano Glasnost, que visava uma transparência política, e o Perestroika, de reestruturação econômica. Logo, em 1991, a União das Repúblicas Soviéticas foi extinguida.

História – Guerra Fria – Parte 1

Bom galera, é isso aí, o período de Guerra Fria é marcado por diversos filmes, então se liga nessa listinha de sugestão do que assistirem pra fixarem o conteúdo. Não esqueçam também de ver como o pessoal de história aborda a Guerra Fria.

– Adeus, Lênin
– 13 dias que abalaram o mundo
– Jogos de poder
– Dr. Fantástico
– Moscou contra 007

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