Fique Ligado – O que você precisa saber para não perder o Enem 2016

Gustav Schmid 20 de outubro de 2016
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Além de dominar os conteúdos das disciplinas cobradas nas provas do Enem 2016, é preciso ter uma visão geral do contexto de realização das provas. Com a ocupação de algumas escolas devido a protestos políticos contra os acontecimentos recentes, as ocupações em 181 escolas do País podem causar um impacto inesperado e prejudicar os candidatos.

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Estima-se que, se as ocupações não forem desmobilizadas até o dia 31 de outubro, 95 mil alunos podem ser afetados. Os 181 alvos do movimento, localizados em 82 cidades de 11 estados (dados do Ministério da Educação, MEC), podem, segundo nota do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), simplesmente ficar impossibilitados de receber os candidatos durante o período de provas.

Fora do Rio de Janeiro (com 3 instituições afetadas), Paraná (145), Rio Grande do Norte (12), Minas Gerais (6) e Rio Grande do Sul (5) são os principais focos de ocupações. Além deles, o Distrito Federal (3), Alagoas e Bahia (ambos com 2) e, ainda, Pernambuco, Pará e Tocantins (1 cada) apresentam o mesmo problema.

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Segundo o ministro da educação, Mendonça Filho, se as escolas não forem desocupadas até 31 de outubro, a prova será cancelada para os inscritos nesses locais. A decisão está tomada pelo  MEC, que divulgará novas datas para que os candidatos afetados possam realizar as provas posteriormente em outros locais.
A razão para a ocorrência desse movimento tem raízes políticas não tão alheias à natureza do Enem. Motivados pela rejeição à medida provisória que promove a reforma do ensino médio e também contra a PEC do teto de gastos públicos, os manifestantes não dão sinais de que arredarão pé de sua posição. Segundo eles, os cortes podem comprometer diversas políticas de incentivo ao desenvolvimento de instituições de ensino.

Independentemente desse impasse, o Inep, organizador do  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já divulgou os locais de prova da edição 2016. O cartão de confirmação, com esse e outros dados, pode ser acessado na página do participante (http://enem.inep.gov.br/participante/#/inicial) ou pelo app do Enem, disponível gratuitamente para iOS, Android e Windows Phone.

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Um total de 8.627.195 candidatos confirmaram a inscrição e poderão se submeter às provas em 5 e 6 de novembro. As provas ocorrerão em 1.727 municípios brasileiros e no Distrito Federal, utilizando as instalações de 17 mil instituições de ensino. Está sendo feito um monitoramento presencial em cada uma dessas instituições, para evitar que novas ocupações se formem e venham a prejudicar os candidatos.
Segurança nos locais de prova é uma condição fundamental para a realização das provas. O prazo final de dia 31 de outubro será determinante para a avaliação de viabilidade de cada local. A luta de alguns estudantes secundaristas contra a reforma do ensino médio e a PEC 241 pode gerar consequências inéditas para os manifestantes identificados. Caso haja necessidade de uma nova aplicação de provas devido às ocupações atuais, deverá ser feita uma cobrança judicial (representando cerca de R$ 90 por aluno) a alunos e entidades responsáveis pelas ocupações. Se necessário, essa investigação ficará a cargo da Advocacia Geral da União (AGU).
Considerando o cenário de momento, o custo global da rebeldia seria de R$ 8 milhões.

Apesar da intensidade dos protestos, reflexos do movimento de ocupação ainda não se fazem sentir na rotina de liberação dos “cartões de confirmação”, importantes na programação do deslocamento nos dias de prova. Cada candidato deverá receber, nos próximos dias, um SMS e um e-mail com informações sobre a disponibilidade dos cartões dos candidatos e da necessidade de verificação dos dados.

No caso dos candidatos que eventualmente encontrarem a informação “Aguarde a confirmação do seu local de prova. Efetue nova consulta nos próximos dias”, basta aguardar a atualização a ser feita em alguns dias. A indisponibilidade do estabelecimento não tem a ver com nenhum protesto ou ocupação, mas sim com comprometidos resultantes de reformas ou circunstâncias naturais.
Portanto, chegou a hora de aguardar com paciência e torcer para que seu local de prova não se transforme em um alvo de protesto político. Precisamos ter em mente que a democracia nos concede direitos mas também nos exige em troca o respeito ao próximo.

Gustav Schmid

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