Fique Ligado – O Brasil na onda Trump

ProEnem 11 de novembro de 2016
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Frustrando expectativas de setores influentes da economia norte-americana – incluindo órgãos de imprensa que não tiveram o mínimo pudor em alavancar votos para a opção política que lhe parecia mais conveniente (Hillary Clinton) -, a eleição do republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, com suas posições antiglobalização, pode afetar as relações da maior economia do mundo com um dos outrora mais badalados membros dos Brics, o Brasil.

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Apesar de Donald Trump (o magnata agora Presidente dos Estados Unidos) sequer ter tomado posse, as especulações negativas a respeito do impacto de sua política externa já tiram o sono de alguns empresários brasileiros que fazem negócios no mercado americano, especialmente as que exportam para lá.

A preocupação é grande em relação a um possível protecionismo em relação a produtos fabricados fora dos Estados Unidos, dificultando o acesso ao maior mercado do mundo. Além disso, empresários e mesmo o governo brasileiro, ainda que não de maneira oficial, compartilham de dúvida sobre se o aumento dos investimentos em infraestrutura, prometido por Trump durante a campanha, será posto em prática em curto prazo. A procura por matérias-primas, como o minério de ferro (para a atividade siderúrgica), poderia ser uma importante compensação para eventuais perdas com barreiras alfandegárias.

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Principal mercado externo brasileiro hoje, até outubro as vendas para o mercado americano somaram US$ 173,3 milhões, com uma alta de 16,7%. A expectativa no setor exportador brasileiro é enorme, mas o consenso é que, antes de saber quais serão as primeiras medidas do governo Trump, não é produtivo especular. Donald Trump, apesar de ser considerado pelo mercado e de ter sido taxado pela imprensa como alguém imprevisível, o fato é que governos republicanos custumam ser menos protecionistas que os democratas.

Para muitos analistas, no entanto, pode haver outro caminho para evitar um possível protecionismo que possa vir dos Estados Unidos: reinvestir as relações comerciais com a China. Deixadas para segundo plano desde o final do governo Lula, mercados como a China podem aumentar as exportações do Brasil, reduzindo a dependência das relações com os EUA. Por outro lado, com a possível aproximação entre Vladimir Putin e Trump, a Rússia pode reduzir suas compras de produtos brasileiros.

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Esse ambiente de incerteza não afeta somente o Brasil. A gigante petrolífera Shell e a siderúgica japonesa Nippon Steel, grandes corporações internacionais com interesses econômicos em países como o México, se declararam preocupadas com a promessa de Trump de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) com Canadá e México. Em declaração à agência Reuters, o vice-presidente da siderúrgica, Toshiharu Sakae, afirmou não acreditar “que será fácil acabar com o Nafta, mas, se isso acontecer, o impacto será forte”.

Diante desse cenário, é fundamental que o mundo esteja preparado para mudanças e consciente de que essa modificação resulta da expressão genuína e democrática de um povo que também espera por (e precisa de) mudanças.

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